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Entenda o Escoamento Superficial Difuso

A utilização de Escoamento Superficial Difuso (ESD) para o plantio da cana-de açúcar, proporciona a melhor opção de conservação de solo. Este conceito inovador, ao eliminar o terraceamento e planejar adequadamente o manejo da enxurrada, evita as perdas de solo e colateralmente, proporciona linhas de plantio mais regulares e longas, sendo evidente a redução do número de manobras de máquinas nos talhões.

Com base no relevo, solos, infraestrutura implantada é elaborado projeto específico para a sulcação em gradiente e estruturas de apoio (estradas, carreadores, espaço por manobras e canais) visando a melhor condução da enxurrada.

Todo o projeto é elaborado com ferramentas de geoprocessamento em sistema de informação geográfica (SIG) que integra todos os mapas gerados em um único sistema de tratamento, otimizando a utilização dos projetos gerados.

Ganho de área plantada. Otimização do uso de máquinas

  • Carreadores: 40% de redução
  • Área plantada: 4% de Ganho
  • Manobras: 22% de redução
  • Custo de catástrofe/ha: 90% de redução

Depoimentos de Clientes sobre o ESD

“E neste novo cenário de tecnologia de colheita mecanizada crua, aumentou de forma importante o escoamento superficial da enxurrada, principalmente em eventos extremos, afetando diretamente as técnicas de conservação e terraceamento, tendo uma clara evidência que o sistema mudou e precisamos fazer algo diferente para se obter resultados diferentes. No terraceamento, o desenho de estradas e a sistematização das áreas são práticas que visam evitar a erosão pela concentração da enxurrada em alguns pontos. Qualquer alteração do escoamento superficial em volume, principalmente se associado aos eventos extremos, como decorre da adoção da colheita mecanizada, interfere na adoção destas práticas. Existem vários caminhos possíveis, sendo o Escoamento Superficial Difuso (ESD), uma tecnologia de conservação alternativa, que interage com o escoamento superficial de uma maneira completamente diferente das tecnologias predominantes, principalmente se comparada ao terraceamento. O ESD necessita de uma série de conhecimentos novos e que prioriza o planejamento detalhado e individual de cada área. Esta individualidade exige decisões locais não seguindo o protocolo padrão que estávamos acostumados seguir. O ESD exige uma reflexão específica sobre o que é feito” Claudinei Rogerio Archangelo – Agrônomo – Condomínio Agrícola Canaã – COCAL- SP.

“Tenho empregado as técnicas de escoamento difuso de água nas áreas de cana de açúcar. Tais técnicas desde que aplicadas corretamente têm diminuído os eventos erosivos na lavoura. Se tomarmos como exemplo as chuvas de meados de janeiro na região de Lençóis Paulista, que em alguns casos ultrapassaram os 300 mm em dois dias, facilmente nota-se que nas áreas com o escoamento difuso instalado os danos foram muito pequenos ou até insignificantes. Em se tratando de áreas terraceadas tivemos dois tipos de problemas: a-quando o terraço estoura; b- quando o terraço não estoura e a água “sangra” por uma de suas extremidades ou simplesmente passa por cima. Nestes dois casos existe um acumulo de água em um certo ponto, seja no estouro, na extremidade ou no local que a água passou por cima. Este evento causa uma cachoeira ou enxurrada localizada, erodindo a área afetada. Concluo que os terraços tem capacidade de armazenamento de água, sendo assim fico a mercê do volume pluvial enquanto no escoamento difuso não há este risco”. André Lombardi de Almeida – Agrícola JO- Zilor.

“Trabalho em uma empresa produtora de Cana de açúcar e onde temos os sistemas de conservação de solo com terraço e no sistema de escoamento difuso de água que vem nos mostrado bons resultados de conservação nas áreas implantadas, que antigamente com os terraços, todos os anos os terraços estouravam cousando grandes transtornos e custos. No sistema de escoamento difuso tivemos mais efeito de conversação do solo, controlando e localizando os processos de erosão nas áreas,diminuindo custos em reformas, com benefícios secundários de otimização de todas as operações. Mesmo em áreas de solos arenos com declividade acentuada até nas áreas com solos argilosos. Vejo como grande ferramenta de importância os efeitos de conservação do solo, no sistema difuso em comparação ao terraceamento. Sendo que ambos tem suas particularidades de implantação e manejo”. Thiago Teles Ramalho – Agrícola Ouro Verde – Zilor.

“Pederneiras – São Paulo, o Condomínio Marcos Soares Sader e Outros utiliza na conservação do solo o Sistema de Escoamento Difuso (SED), sem construção de terraços desde 2012, perfazendo até o momento um total de 3.200 ha. Nesses cinco anos de mudança de sistema, constatamos que o SED por não permitir acumular água na área devido à sulcação em desnível, possibilita uma expressiva diminuição de aproximadamente 97% em comparação ao antigo sistema com construção de terraços, que além de acumular água em suas bacias matando a cana existente nestes locais, com o estouro dos mesmos, as consequências eram desastrosas. Sem os terraços, a sulcação em desnível conduz a enxurrada de forma difusa e com baixa velocidade, diminuindo a pressão de erosão na área. Por ser uma tecnologia ainda pouco utilizada, o SED deve ter um profissional especializado na formatação e na execução do projeto, principalmente em áreas com declive acentuado e nas que será necessário à construção de canais escoadouros (vegetados)”.Marcos Soares Sader – MTO – Zilor.